quarta-feira, 7 de março de 2012

Irmãzinhas dos Pobres

Servir!!
 
Este é o lema da IV, e foi isso que o nosso Clã pôs em prática no passado fim-de-semana de 3 e 4 de Março. Juntamente com o Clã do Agrupamento 1023 de  S. Julião Tojal, tivemos uma actividade de serviço na Residência de Velhinhos das Irmãzinhas dos Pobres, em Campolide.




Comparado com muitos lares espalhados pelo nosso Portugal, onde os idosos são tratados sem as condições devidas, este é claramente uma excepção a esse infeliz padrão, onde os velhinhos são tratados com amor e como pessoas, com todas as condições de higiene e equipamentos, estes frutos de donativos.
 
O nosso trabalho no fim-de-semana foi materializado de diferentes formas: apanhar as folhas do jardim, limpar vidros, servir refeições, apoio a alguns velhinhos mais debilitados. A animação dos velhinhos também fez parte do nosso plano para esta actividade.

 
   

 
Ginástica, cantorias e bailaricos, conversas, torneios de sueca e de dominó, animaram as tardes dos velhinhos, que tanto gostam destas coisas.

 

 
 
 

Como estávamos perante um lar religioso, também tivemos momentos de religião nesta nossa actividade, como na participação na missa de sábado e nas vésperas, assim como na animação da eucaristia de domingo na "capela" do lar, capela maior que muitas igrejas de Portugal.
 
No final, o balanço foi bastante positivo, com toda a gente feliz e nós com o sentido de dever cumprido , com a promessa que não foi um serviço esporádico, mas que se irá prolngar durante algum tempo.
 

 
Rui Capelas
Castor Disposto

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Dia de S. Paulo


Um dia cheio de alegria começado no oceanário.


Um autêntico roteiro turístico pela bela cidade de Lisboa feito durante o dia em jeito de corridinha. Alguns postos fixos e obrigatórios como a Fonte Luminosa na Alameda ou ainda a Fundação Calouste Gulbenkian onde claramente já nos acostumámos a ir enquanto clã.



Não direi que foi uma actividade que só teve pontos positivos. A organização deixava muito a desejar com critérios a variarem de posto para posto e chefe para chefe, maioria deles infelizmente a privilegiarem uma corrida de estafetas com picagem de ponto entre postos em lugar de um jogo de postos com tarefas a cumprir durante o decorrer do mesmo. E claro, com isto, mais uma vez assistimos à deplorável cena em que na hora final após terminar o jogo que maioria fez a correr, todos se sentam em volta de um qualquer banco de jardim a escrever de forma apressada e sem sentido as variadas provas que deveriam ter sido feitas ao longo do jogo. E quanto à precisão com que tais críticas poderiam ser aceites para uma possível melhoria em anos vindouros? Essa torna-se também ela duvidosa com recolhas apressadas e despersonalizadas das avaliações de tribo relativas à actividade. Mas esperemos, afinal, quem sabe um dia se cuide mais dos projectos que apresentamos aos demais?

Mas nem tudo foi mau como é lógico. Na verdade, muitos pontos positivos à a apresentar. O passeio pela cidade, feito pela tribo Viriato com a calma devida e que o jogo pedia, levou-nos a locais não só bonitos mas que também pudemos apreciar como só um escuteiro o sabe fazer. Algumas provas, sem dúvidas hilariantes e divertidas, desde tirar fotos com o Adamastor, a fazer perguntas dentro do Jardim Zoológico, e claro, a minha preferida pessoal, o teatro de S. Paulo que executámos com tanto carinho na Cidade Universitária e cujas peripécias certamente jamais abandonarão a minha memória, mesmo quando o Alemão me atacar na 3ª idade. 



O divertimento seguia-se nas caminhadas, nos transportes enquanto fretámos o tão famoso 28 e nele fizemos uma festa que alegrou mais os turistas do que nós mesmos em vídeos comediantes e divertidos elaborados na hora e em jeito de provas que ninguém sabe muito bem como foram avaliadas, até porque, pelo tempo que o demoraram a ser...



E claro, não podia deixar de referir a passagem pelo posto da nossa estimada chefe Susana Costa, que pelas encostas de Lisboa se sentava junto à Sé de Lisboa, coitada, mais morta que viva por nada mais fazer do que ver tribos a passar e pedir assinaturas. Mas claro, nós mais uma vez marcámos pela diferença e fizemos um pouco de companhia enquanto escrevíamos uma bonita carta inspirados pelas cartas de S. Paulo.



Poderia porventura dizer que foi uma actividade perfeita. Poderia até dizer que não valeu o pouco dinheiro que pagámos. Mas não o farei pois como em tudo, foi cinzenta, com os seus tons mais negros tristes e mais brancos alegres. E claro, uma das primeiras actividades que tivemos enquanto tribo Viriato, recém fundida das Sebastião e Dinis régias de outrora. Um dia a recordar, e que claro, a esta altura do campeonato, já é para todos uma bela recordação distante!

Canhotas,
Coruja Sagaz

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Projeto Pessoal de Vida - PPV


Como caminheiros surgiu a necessidade de elaborar-mos o nosso PPV (Projeto Pessoal de Vida).
Nada melhor para começarmos esta nossa caminhada do que o contacto com a natureza.
Remámos até aos jardins da Calouste Gulbenkian, o clã e sua “chefa”.
Foi decidido que como ato simbólico do PPV, seria criado por cada elemento um cubo, por fora seria decorado com algo com que nos identificássemos, (claro que o meu está cheio de suricatas), dentro guardará os nossos “segredos”, algo que ainda não estamos preparados para partilhar.

Este cubo serve para nos acompanhar e encaminhar durante a nossa vida, e tudo o que está nele, tem o objetivo de nos preparar para o encontro com a felicidade e todos os dias podermos dizer “SOU UM HOMEM-NOVO”.

Essencialmente é passo a passo que vamos construindo o nosso percurso!


Podemos ter muitos ideais, muitos sonhos, até muitos “amigos”… mas é no nosso percurso de vida que temos que analisar a nossa convivência, o respeito, a amizade, o sorrir, o “piscar de um olho” a quem precisa, e como caminheiro do clã 31, que me orgulho de escrever que me propus, ou que nos devíamos propor a deixar o nosso projeto pessoal de vida com algum brilho e tentar fazer:
  • que nos aceitemos e respeitemo-nos uns aos outros com as nossas diferenças;
  • que não haja agressividade nas nossas palavras e nos nossos atos;
  • com que exista respeito mutuo;
  • com que não esqueçamos o nosso percurso educativo;
  • com que quem nos rodeia, seja feliz;
  • com que o amor que partilhamos não seja agradecido;
  • fazer com que exista voluntariado no nosso vocabulário;
  • com que não esqueçamos a presença de Deus no nosso caminho.

Era um HOMEM assim que eu gostava de ser quando for grande!

Diante de cada Homem, abrem-se dois caminhos: o do egoísmo ou o do Serviço.
Cada um terá que escolher por si próprio qual será o verdadeiro lema.
O egoísmo é mais cómodo; o Serviço envolve sacrifício.
Se um indivíduo não é capaz de se sacrificar, não tem direito de se chamar Homem.
Mas se se sacrifica para servir, exprimindo da melhor maneira possível o seu amor, pode estar certo de que a vida será para ele um bem muito real, cheia de Felicidade”.
Baden Powell

Suricata Sentinela

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Espólio de Agrupamento

Porque o Serviço tem várias vertentes, este ano o Clã abraçou um projecto para servir o agrupamento.

Assim, é nosso objectivo, até ao 35º Aniversário de Agrupamento (ou seja, até ao final do ano de 2012):

- Organizar e informatizar o espólio de agrupamento;
- Remodelar a sala onde está guardado o espólio, de modo a transformá-la numa biblioteca-arquivo do agrupamento.

 Deste modo, pretendemos:
- Facilitar o acesso à história do nosso agrupamento, a todos os seus elementos;
- Recuperar actividades que já tenham sido feitas, e que possam ser do interesse do agrupamento;
- Criar um espaço agradável, onde os escuteiros do 495 possam consultar os materiais da biblioteca;
- Em particular, ajudar a equipa organizadora do 35º Aniversário de Agrupamento na obtenção de material que possa ser relevante para a sua celebração.

O Clã já começou a folhear papelada...

...e já encontrou algumas relíquias!

E claro que, de mãos dadas com o trabalho, vem sempre a boa disposição!




Sendo um projecto continuado, certamente terão mais notícias e fotografias destas "sessões de espólio" aqui no nosso cantinho! :)

Rita Marques
Pinguim Persistente

sábado, 17 de dezembro de 2011

Festa de Natal da Comunidade Vida e Paz

Há já muito que pensava em ser voluntário neste mega evento da Comunidade Vida e Paz. Este projecto que foi abraçado pelo Clã, só foi concretizado por mim e pelo João. Os grandes resistentes!
No dia 16 fomos para a Cantina da UL, local que eu já não pisava há anos e onde muitas vezes almocei!
A minha função era distribuir refeições às mesas.
Pensei que a azáfama ia ser grande, que não pararia um segundo. Mas não. Apenas consegui distribuir 7 tabuleiros num período de cerca de 30-40 minutos. Fiquei um pouco desalentada, mas facilmente percebi que esse meu "desalento" se deveu ao facto de haverem imensos voluntários - afinal, ainda há quem se preocupe com os outros e queira contribuir para lhes proporcionar um momento mais feliz.
O número de voluntários subiu assim consideravelmente face ao ano anterior.
Porém, o número de convidados também... nessa noite foram servidas cerca de 700 refeições...

Todo aquele momento, aquela envolvência, aqueles rostos, aquelas expressões me fizeram pensar. Muito.
Tudo aquilo me fez pensar em como ténue é a linha que nos separa da vida que temos, para a vida  de dificuldades que aquelas pessoas têm. Muitas delas não nasceram com dificuldades, não nasceram na rua. A vida encarregou-se de lhes dar esse destino.
Todavia... há também quem já nasça com esse ónus... vi lá famílias inteiras, algumas com 9 pessoas e com crianças pequeninas, bebés, que só já conhecem esta realidade.

O que vi e senti, fez-me valorizar ainda mais o que todos os dias agradeço a Deus: família, saúde, trabalho, casa.

Fez-me também ver que quero ser útil. Mais útil!

Oxalá consiga arranjar forma de ajudar estas pessoas a sorrir mais vezes. se tal não for possível através do voluntariado nas brigadas de rua, que o seja na próxima ceia de Natal.


PS - a juntar a toda esta emoção fui às lágrimas com o fado que mais adoro e que mexe imenso comigo: "Lisboa menina e moça" na inigualável voz de Carlos do Carmo!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

34.º Aniversário do 495




Todos os anos em Dezembro, o nosso agrupamento comemora o seu Aniversário de filiação no CNE e este ano, mais uma vez, isso aconteceu.
A comemoração do 34-º aniversário foi ligeiramente diferente dos outros anos. No dia 10 de Dezembro, o agrupamento reuniu-se por volta das 13h na igreja de Sto António para começar a actividade. Com a presença dos pais e antigos chefes e escuteiros do agrupamento, a actividade, com o tema "Viajem no Tempo" , consistiu, numa primeira fase, num jogo de vila por Sto António, baseado no passado e organizado pela nossa Rita Marques e pelo Chefe Rebola da III, onde os postos foram em locais importantes para o Agrupamento ao longo dos seus 34 anos. Formaram-se equipas verticais(equipas formadas por elementos de diferentes secções, e neste caso, também com pais), cujos nomes eram de antigos Chefes de Agrupamento.
Após o jogo e o preenchimento de um quizz sobre o Agrupamento, denominado "Tempo de Viver", relacionado com o Presente, realizou-se uma espécie de fogo de conselho no salão paroquial da Igreja, personificando o "Tempo de Festejar", relacionado com o futuro. Organizado pelo nosso Paulo Garcia e pela Chefe Susana Ruivo da II, o fogo de conselho, sob o cenário de acampamento, alternou entre testemunhos de parelhas de familiares que fizeram ou fazem parte do agrupamento e peças feitas pelas equipas verticais durante o jogo.
O Palco
Os antigos escuteiros do agrupamento presentes
Seguiu-se a eucaristia às 18h30 e depois houve um jantar volante, com receitas a reverter para a construção da nova sede. Depois da visualização de vídeos e fotografias antigas e da actuação dos pais, foram revelados os resultados do jogo da tarde, tendo sido a equipa Pe. Ricardo Raínho a grande vencedora, seguida pela equipa Víctor Aleixo e Susana Ruivo.
Foi uma grande actividade e parabéns à equipa de organização!!
Até aos 35
Rui Capelas
Tribo Viriato

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Acampamento Pedra Amarela

Nos dias 5 e 6 de Novembro de 2011 o nosso Clã realizou um acampamento no campo escutista da Pedra Amarela – Cascais.
Chegámos a campo Sábado,  dia 5, de manhã e começámos a montar as tendas.


Como estava frio, também resolvemos fazer um “abrigo”. Como as árvores eram altas andámos todos às cavalitas uns dos outros .

E, para variar, os macaquinhos Ivo e Moreno tiveram que subir às árvores...

Mais tarde, reunimos e lêmos um excerto do livro ACaminho do Triunfo, fazendo uma posterior reflexão sobre o que é ser um Caminheiro Sertanejo. Depois da reflexão, jogámos um jogo em que tinhamos de estar em cima de bocados de jornal, que simbolizavam terra, e não podíamos pisar o chão, que simbolizava água. Ás páginas tantas já estávamos todos uns ao colo dos outros, porque os jornais iam sendo retirados...





Durante a tarde encontrámos medronhos (um fruto), a que eu  gostei de chamar machuchos.
Também tivemos de montar um puzzle que tinha duas faces: uma com a figura de S. Paulo, outra com o mapa do mundo.
 
À noite, fizemos um jogo preparado pelos guias, sobre o nosso patrono S. Paulo e também o jogo do Assalto ao Castelo.
Mais uma vez andámos ás cavalitas uns dos outros para conseguir fazer passar pneus por cima de um poste. JTambém falámos um pouco sobre o PPV e Carta de Clã, para ajudar na integração dos noviços.

Depois de tudo isto, fizemos uma bela ceia e assámos chouriço...
Dia 6 de manhã, fizemos uma espécie de jogo do mata com uma almofada (para não doer J). Fizemos uma reflexão em que tivemos de preencher umas grelhas, relacionadas com a nossa personalidade: defeitos, virtudes, etc. Também recebemos uma imagem do Homem de Vitrúvio que tivemos de preencher com palavras que nos caracterizassem. Já com o campo desmontado, partimos para SAC.
Foi um acampamento cheio de memórias para partilhar!!!
Rita Alves (Pulga Divertida).